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Hermès dietro le quinte

A maison Hermès proporcionou uma experiência fantástica para os clientes milaneses e público em geral no mês de maio: Hermés dietro le quinte.

O evento faz parte de uma estratégia muito forte da marca que busca enaltecer a sua origem, sua história, seus artesãos e a paixão pelo trabalho desenvolvido em cada etapa de produção das suas luxuosas peças.

 

Durante o evento era possível ver o trabalho executado por cada artesão, além de participar das palestras e explicações sobre o processo de manufatura. Outro atrativo muito importante foi a possibilidade do público realizar perguntas e poder tocar nas peças que estavam sendo confeccionadas.

Os famosos carrés, quando não passam no controle rígido de qualidade, não são queimados… São transformados em retalhos e vendidos para empresas que os transformarão em recheios para almofadas ou recheios de bancos de carros. Se você mora na França e tem um carro Peugeout existe uma grande possibilidade de estar sentando num retalho de lenço Hermès, já pensou?

Ainda sobre os lenços de seda, uma estratégia utilizada pela maison é a seguinte: a matriz (desenho que será aplicado na seda) é definida, mas as cores podem mudar de acordo com a necessidade de cada região. Por exemplo, o mesmo modelo de carré será encontrado em combinações de cores diferentes ao redor do mundo, respeitando o público alvo de cada país e diminuindo o número de peças iguais.

A marca trabalha com o conceito de exclusividade e raridade para seus produtos, o que gera uma expectativa altíssima no seu público alvo… Afinal de contas, não basta ter poder aquisitivo para comprar uma bolsa, por exemplo, você também precisará encontrá-la disponível em uma das lojas…

Esse conceito, aliado com a divulgação da história e da confecção dos seus produtos reforça o status de “marca de luxo”.

Mais fotos do evento:

 

 

Um pouco da história…

Tudo começou em 1837, quando Thierry Hermès abriu sua primeira butique em Paris e passou a oferecer seus produtos de selaria. Era possível adquirir selas, arreios entre outros produtos, todos criados e confeccionados pela casa.

A marca ampliou sua gama de produtos sob a direção de Charles-Emile Hermès, filho do fundador, e passou a oferecer novos tipos de artigos para equitação, além das selas.

“Nosso primeiro cliente é o cavalo e em segundo lugar o cavaleiro”, declarou Jean-Louis Dumas, presidente da Hermès entre 1978 e 2006.

Um dos segredos de sucesso da maison foi a sua capacidade de transformar as suas habilidades para atender às necessidades do mercado. A selaria adaptou seu processo criativo e de fabricação para desenvolver uma linha de bagagens feitas pelos seus  artesãos, a intenção era entregar um objeto de máxima qualidade para fazer parte do novo estilo de vida que o automóvel proporcionou no final do século XIX.

Foi somente nos anos 20 que a maison passou a desenvolver outras gamas de produtos: coleções de moda feminina e masculina, objetos de decoração e relojoaria. A partir de 1929 a marca começou um novo percurso criativo com Lola Prusac e em 1937 ela foi responsável pela criação dos famosos lenços de seda estampados – “carrés Hermès” – e desenvolveu linhas de roupas para praia e esqui.

Nos início dos anos 50 percebe uma excelente oportunidade e começa a desenvolver sua linha de perfumes e lança o “Eau d’Hermès” em 1951, criado pelo perfumista Edmond Roudnitska.

 

 

Você conhece os principais tipos de pessoas na porta dos desfiles?

Uma das vantagens de estar em Milão é a possibilidade de aproveitar os eventos de moda e, é claro, conferir a Milano Fashion Week!

Fui acompanhar de perto como funcionava a famosa porta de desfile e posso afirmar que é uma experiência interessante… Como o meu trabalho exige muito estudo e atualização constante, é possível identificar e confirmar algumas tendências, além de identificar vários tipos de pessoas que  estão “fazendo a porta”.

Destaco os 5 tipos mais comuns:

1. Os estudantes de moda que criam um look, estranho ou não, para chamar atenção de algum fotografo de street style:

 

 

2. Os fotógrafos profissionais  que cobrem o street style dos desfiles:

 

 

 

 

3. Os fotógrafos amadores e apaixonados por moda que estão buscando fotos interessantes e conteúdo do evento:

 

 

4. As blogueiras que não conseguiram convite e se produziram – também com o objetivo de conseguir aparecer em alguma matéria de street style, além de tirar fotos:

 

5. Os curiosos que nem sabiam o que estava acontecendo mas deram uma paradinha para ver o movimento:

 

Todas fotos foram tiradas por @styling4youtoo e não podem ser reproduzidas sem a devida informação autoral.

Quais as curiosidades da Milano Fashion Week de 2016?

 

Serão 176 coleções, divididas em:

68 desfiles

94 apresentações realizadas em showroom para os profissionais do setor;

14 novos designers que farão exposição de suas criações no Fashion Hub Market;

Giorgio Armani é o estilista mais experiente no cenário da moda em Milão. A sua primeira coleção foi lançada em 1975 e até hoje continua. nesta estação, Giorgio Armani não fechará a Milano Fashion Week e a casa de moda terá sua apresentação antecipada para o dia 23, no dia do encerramento será a segunda linha da casa, Emporio a realizar a apresentação.

Cada ano Armani seleciona um designer emergente para apoiar: este ano a escolhida foi a marca chinesa Ricostru.

Coleção Outono/Inverno 2016.

O designer preferido é…

Alessandro Michele! Ele conseguiu transformar a Gucci na casa de moda preferida das celebridades e fashionistas de plantão. Basta olhar as fotos de street style e conferir os sapatos, bolsas, ternos e vestidos da marca por todos os lados. O designer mantém o foco na sua estética vintage e glamour, o que garantiu 3 premiações em apenas 1 ano e meio. Poucos dias atrás ele foi aclamado como Designer of the year, em Londres, pela British Gq Men Of The Year Awards.

A maison com o faturamento mais elevado, consequentemente, é a Gucci  e logo depois a Prada, com um resultado de 3,90 e 3,55 bilhões de euros em 2015, respectivamente.

Algumas marcas desfilarão sem diretores criativos, como a Tod’s (depois da separação com Alessandra Facchinetti em maio de 2016) e Salvatore Ferragamo (depois do “addio” de Massimiliano Giornetti março passado).

Várias casas italianas optaram por diretores criativos de outras nacionalidades.

A casa Roberto Cavalli, depois de ser vendida para o fundo Clessidra, elegeu o norueguês Peter Dundas como diretor criativo. As irmâs Fendi anteciparam os tempos e desde 1965 contam com Karl Lagerfeld (Amburgo 1933) no comando criativo. Este ano ele comemorou 50 anos com a casa de moda romana. Um outro aniversário será celebrado durante a fashion week de Milão: 15 anos de parceria entre o alemão Tomas Maier e a Bottega Veneta . Não podemos esquecer da Moschino que conta com o americano Jeremy Scott a ditar o estilo das coleções desde outubro de 2013.

Nada melhor que ter informações e saber das curiosidades do mundo fashion, não acham?!

A imagem como diferencial competitivo

 

(foto: reprodução internet)

Já sabemos que a maneira de vestir pode revelar muito sobre uma pessoa e, inclusive, influenciar atitudes. Mas quando falamos em imagem você pensa apenas em roupas? Espero que não!

A imagem não se resume a roupas que você ou os outros vestem, ela poderá auxiliar na transmissão e formação de uma mensagem ou conceito ao interlocutor. A roupa pode ser utilizada, em alguns casos, como ponto de partida, mas, não será o ponto de chegada.

Vamos descrever uma situação:

Você terá uma reunião como um novo fornecedor e, logicamente, se preparou com afinco. Mas embora já tenha algumas direções, ainda não conheceu pessoalmente o representante da empresa, não conseguindo traçar um perfil completo do que está por vir. Até esse exato momento você possui uma impressão excelente da imagem projetada!

Ao chegar no local do evento é informado que a reunião não acontecerá porque aquele novo fornecedor esqueceu-se do compromisso e sequer chegou na empresa.

E agora, o que você está pensando sobre a empresa e a pessoa que participaria da reunião? Não é simplesmente uma falta de respeito com você que se preparou para o encontro? É muito mais do que isso! A imagem de descaso, a falta de preparo e a possibilidade (enorme) dessa empresa não cumprir prazos será um receio constante na sua jornada. Neste momento, você não possui a mesma impressão positiva e não sabe ao certo se deve seguir em frente com o negócio.

Não há como ignorar os fatos e nem foi preciso ver como aquela pessoa estava vestida, para formar a sua imagem, bem como a da empresa onde trabalha. O texto descreve uma situação muito comum e evidencia uma falta de gestão da imagem pessoal e corporativa.

Nos dias de hoje os produtos e serviços estão cada vez mais semelhantes, podem ser adaptados e customizados de acordo com a necessidade do cliente. Não é o suficiente ter um dos melhores produtos ou serviços do mercado, as empresas e os profissionais devem criar, planejar, manter e projetar uma imagem sólida.

Em todos os ramos de negócios a imagem projetada é fundamental e o profissional deve esforçar-se para demonstrar (transmitir) a melhor versão de si. Não apenas para ser reconhecido e respeitado, mas por ser visto pelos interlocutores como a imagem e semelhança da empresa a qual representa.

De uma maneira geral, costumamos nos aproximar dos iguais, reproduzimos comportamentos e confiamos naqueles que emitem sinais idênticos ou muito semelhantes aos nossos. Por isso, a imagem deve ser construída, mantida e projetada para gerar confiança em você e no seu interlocutor.

Muitas empresas e profissionais ignoram sua apresentação, comunicação, postura, ética perante seus concorrentes, clientes internos e externos. Como resultado desse despreparo, são obrigados a administrar a queda vertiginosa de negócios.

Se você ainda não utiliza a imagem como um diferencial competitivo, repense a sua estratégia.

Me diga com o que você trabalha que eu direi como você deve se vestir

Sim, existe um código de vestimenta para todas ocasiões, por mais absurdo que possa parecer!

Comecei trabalhando muito cedo como modelo, e não precisava escolher o que vestir nas passarelas; os looks vinham montados e esse era um aspecto simples da profissão. Foi no mercado corporativo que precisei aprimorar e aplicar as minhas habilidades perante um armário. Quem nunca experimentou uma mudança de setor, promoção ou troca de empresa? Comigo não foi diferente, depois de alguns anos na área técnica passei a representar uma renomada empresa na área comercial! Em todo lugar importa a imagem que você projeta, mas especialmente na área comercial não se trata apenas se o seu produto é competitivo. O profissional de vendas deve esforçar-se para demonstrar a melhor versão de si!!!

Entendi que eu era a imagem e semelhança da empresa à qual eu representava!

Esta área comercial onde eu atuava exigia uma vestimenta social, deveríamos projetar uma imagem responsável e confiável . Sim, o famigerado terninho fez parte da minha vida durante muito tempo e, como a empresa era muito tradicional, o terninho era utilizado por completo, de preferência preto, já pensou?

Nada contra um terno preto, mas podemos fazer combinações muito mais interessantes desmembrando as peças e adicionando cores, tudo dependerá do ambiente de trabalho…

Depois de pouco tempo na nova função comecei a estabelecer uma relação entre a roupa que eu vestia e a reação dos clientes, não estou falando de terninho da sorte, ou coisas do tipo. Algumas reações eram excelentes, mesmo quando o preço proposto para o negócio era um pouco superior aos demais e algumas vezes, a reação não era tão maravilhosa assim, mesmo com preço competitivo… E sabe o que eu percebi?

Quanto mais semelhante a minha roupa fosse da roupa do cliente, maior as minhas chances de fechar negócio!

Veja a foto abaixo:

AltSão 3 mulheres com estilos de roupas idênticos… No meio temos a editora-chefe da Vogue francesa, Emmanuelle Alt e as outras duas trabalham com ela… A sua assistente Geraldine, de calça branca e a editora de moda  Capucine Safyurtlu.

O ser humano, de maneira geral, é mimético, se aproxima e confia nos iguais. A sua imagem deve gerar confiança não somente em você, mas também no seu interlocutor, ou seja, você deve buscar projetar a mesma imagem que o seu cliente projeta. Depois de entender na prática como essa dinâmica funcionava, passei a me vestir de acordo com o cliente. Faço isso até hoje!

Você pode achar que eu mudo de estilo todos os dias, não é? Na realidade eu não mudo o meu estilo, o que acaba alterando são as composições que faço para os looks que uso – hora mais criativos ou mais românticos, etc – sem perder a minha identidade e o meu jeito.

Isso vale também para a minha consultoria, nela nós iremos construir a melhor imagem em conjunto, alinhando os objetivos, life style e profissão para alcançarmos a melhor versão da cliente. Por isso, me diga com o que trabalha que eu direi como você deve se vestir…